segunda-feira, 22 de junho de 2015

CINEMA BRASILEIRO

História do Cinema Brasileiro

breve histórico do cinema brasileiro


Caso alguém pergunte, num futuro distante, qual terá sido o meio de expressão de maior impacto da era moderna, a resposta será quase unânime: o cinematógrafo. Inventado em 1895 pelos irmãos Lumière para fins científicos, o cinema revelou-se peça fundamental do imaginário coletivo do século XX, seja como fonte de entretenimento ou de divulgação cultural de todos os povos do globo.

Desde cedo, o cinematógrafo aporta no Brasil com Affonso Segretto. Segretto, imigrante italiano que filmou cenas do porto do Rio de Janeiro, torna-se nosso primeiro cineasta em 1898. Um imenso mercado de entretenimento é montado em torno da capital federal no início do século XX, quando centenas de pequenos filmes são produzidos e exibidos para plateias urbanas que, em franco crescimento, demandam lazer e diversão.

Nos anos 30, inicia-se a era do cinema falado. Já então, o pioneiro cinema nacional concorre com o forte esquema de distribuição norte-americano, numa disputa que se estende até os nossos dias. Dessa época, destacam-se o mineiro Humberto Mauro, autor de “Ganga Bruta” (1933) - filme que mostra uma crescente sofisticação da linguagem cinematográfica – e as “chanchadas” (comédias musicais com populares cantores do rádio e atrizes do teatro de revista) do estúdio Cinédia. Filmes como “Alô, Alô Brasil” (1935) e “Alô, Alô Carnaval” (1936) caem no gosto popular e revelam mitos do cinema brasileiro, como a cantora Carmen Miranda (símbolo da brejeirice brasileira que, curiosamente, nasceu em Portugal). A criação do estúdio Vera Cruz, no final da década de 40, representa o desejo de diretores que, influenciados pelo requinte das produções estrangeiras, procuravam realizar um tipo de cinema mais sofisticado. Mesmo que o estúdio tenha falido já em 1954, conhece momentos de glória, quando o filme “O Cangaceiro” (1953), de Lima Barreto, ganha o prêmio de “melhor filme de aventura” no Festival de Cannes.

A reação ao cinema da Vera Cruz representa o movimento que divulga o cinema nacional conhecido para o mundo inteiro: o Cinema Novo. No início da década de 60, um grupo de jovens cineastas começa a realizar uma série de filmes imbuídos de forte temática social. Entre eles está Gláuber Rocha, cineasta baiano e símbolo do Cinema Novo. Diretor de filmes como “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964) e “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro” (1968), Rocha torna-se uma figura conhecida no meio cultural brasileiro, redigindo manifestos e artigos na imprensa, rejeitando o cinema popular das chanchadas e defendendo uma arte revolucionária que promovesse verdadeira transformação social e política. Inspirados por Nelson Pereira dos Santos (que, já em 1955, dirigira “Rio, 40 Graus” sob influência do movimento neo-realista, e que realizaria o clássico “Vidas Secas” em 1964) e pela Nouvelle Vague francesa, diretores como Cacá Diegues, Joaquim Pedro de Andrade e Ruy Guerra participam dos mais prestigiados festivais de cinema do mundo, ganhando notoriedade e admiração.

As décadas seguintes revelam-se a época de ouro do cinema brasileiro. Mesmo após o golpe militar de 1964, que instala o regime autoritário no Brasil, os realizadores do Cinema Novo e uma nova geração de cineastas – conhecida como o “údigrudi”, termo irônico derivado do “underground” norte-americano – continuam a fazer obras críticas da realidade, ainda que usando metáforas para burlar a censura dos governos militares. Dessa época, destacam-se o próprio Gláuber Rocha, com “Terra em Transe” (1968), Rogério Sganzerla, diretor de “O Bandido da Luz Vermelha” (1968) e Júlio Bressane, este dono de um estilo personalíssimo. Ao mesmo tempo, o público reencontra-se com o cinema, com o sucesso das comédias leves conhecidas como “pornochanchadas”.

A fim de organizar o mercado cinematográfico e angariar simpatia para o regime, o governo Geisel cria, em 1974, a estatal Embrafilme, que teria papel preponderante no cinema brasileiro até sua extinção em 1990. Dessa época datam alguns dos maiores sucessos de público e crítica da produção nacional, como “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976), de Bruno Barreto e “Pixote, a Lei do Mais Fraco” (1980), de Hector Babenco, levando milhões de brasileiros ao cinema com comédias leves ou filmes de temática política. O fim do regime militar e da censura, em 1985, aumenta a liberdade de expressão e indica novos caminhos para o cinema brasileiro.

Essa perspectiva, no entanto, é interrompida com o fim da Embrafilme, em 1990. O governo Collor segue políticas neoliberais de extinção de empresas estatais e abre o mercado de forma descontrolada aos filmes estrangeiros, norte-americanos em quase sua totalidade. A produção nacional, dependente da Embrafilme, entra em colapso, e pouquíssimos longas-metragens nacionais são realizados e exibidos nos anos seguintes.

Após o cataclisma do início dos anos 90, o sistema se reergue gradualmente. A criação de novos mecanismos financiamento da produção por meio de renúncia fiscal (Leis de Incentivo), juntamente com o surgimento de novas instâncias governamentais de apoio ao cinema, auxilia a reorganizar a produção e proporciona instrumentos para que realizadores possam competir, mesmo de modo desigual, com as produções milionárias das majors norte-americanas. Esse período é conhecida como a “Retomada” do cinema brasileiro. Em pouco tempo, três filmes são indicados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro: “O Quatrilho” (1995), “O Que é Isso, Companheiro” (1997) e “Central do Brasil” (1998), também vencedor do Urso de Ouro do Festival de Berlim. Nomes como Walter Salles, diretor de “Terra Estrangeira” (1993) e “Central do Brasil” e Carla Camuratti, diretora de “Carlota Joaquina, Princesa do Brazil” (1995) tornam-se nomes conhecidos do grande público, atraindo milhões de espectadores para as salas de exibição.

Cem anos após os irmãos Lumière, o cinema brasileiro reivindica seu papel na história da maior arte do século XX para apresentar, neste catálogo, sua contribuição para o futuro do medium. 

sexta-feira, 22 de maio de 2015

terça-feira, 19 de maio de 2015

objetivos VISITA PICASSO E A MODERNIDADE ESPANHOLA 25 de maio

TROUXERAM A AUTORIZAÇÃO PARA A VISITA 25 SEGUNDA-FEIRA, FAVOR CHEGAR PERTO DAS 12h À ESCOLA. O ÔNIBUS SAIRÁ ÀS 12h40MIN.

PROFESSORES ACOMPANHANTES:
ELCI, TELMA, DENISE, ANDREA, DEISE MUCILO, KATIA, ADRIANA,

Uma das mais importantes instituições dedicadas à arte moderna, o Reina Sofía, em Madri, na Espanha, traz ao Brasil obras representativas de Pablo Picasso e outros criadores espanhóis modernistas. Picasso e a Modernidade Espanhola: Obras da coleção do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, oferece ao público brasileiro diferentes abordagens sobre as contribuições do fundador do cubismo e seus contemporâneos ao cenário internacional da arte.

OBJETIVO GERAL A EXPOSIÇÃO PICASSO:
Ampliar os conhecimentos do educando referentes à arte moderna através de diferentes abordagens apresentadas pelos artistas espanhóis, em comparação com artistas brasileiros do mesmo período e movimento cubista.


Objetivo específico de 

ARTE: Desenvolver individualmente uma composição plástica na folha 24 do caderno, baseando-se na obra Guernica, conforme orientações dadas anteriormente.
PORTUGUÊS: Desenvolver individualmente um relatório da visita, conforme orientações dadas em aula, visando aprimorar produção escrita.


Com curadoria de Eugenio Carmona, professor de História da Arte da Universidade de Málaga, a exposição conta com 87 obras e fica em cartaz de até 8 de junho no CCBB de São Paulo e de 24 de junho a 7 de setembro no CCBB do Rio de Janeiro. Picasso e a Modernidade Espanhola remonta a 1936, ano da realização da primeira grande homenagem ao artista em seu país.

Com colaborações de Joan Miró, Salvador Dalí, Julio González e Luis Fernández, atraiu à época multidões em Madri e Bilbao. Porém, com o estouro da Guerra Civil, teve seu cronograma interrompido – deixando de ser apresentada até mesmo em Málaga, cidade natal de Picasso. A exposição que chega ao Brasil dá continuidade a esse trabalho quase 80 anos mais tarde, agora não somente lançando luz sobre todo o legado do artista como percorrendo de maneira abrangente a produção modernista na Espanha. - See more at: http://www.picassonobrasil.com.br/

ALUNOS PARTICIPANTES DA EXPOSIÇÃO PICASSO DIA 25 DE MAIO

ÔNIBUS 1
9A
LARA, BARBARA RAIANE, DANIEL BONFIM, IGOR, ISABELLY, ISADORA, LAUANA, MARCELO, MATHEUS HUK, MILENA, NANCY, NATHAN, PEDRO, STEPHANIE, VINICIUS E WENDER.

9C
ANTONIO, BARBARA, BEATRIZ, BRUNO, FERNANDA, GABRIELA, GUILHERME, HUGO, ISABELA, KAIAN, LARISSA, LUANA, MATHEUS, MILENA, NATALIA, STEFANY, THAYNÁ, DEIVID.

ÔNIBUS 2
9B

BEATRIZ, BRUNO, DAVI, EDILSON, GABRIELLY, GIOVANNA, GUSTAVO, JENNIFER, JULIA, LARISSA, NATALIA, SARAH, TABATHA, VINICIUS, VITORIA, ALINE.

9D
BEATRIZ, BIANCA, BRENDA, BRUNA, EMANOELLA, ISABELLA, ISABELLY, JULIEL, LIVIA, LUCAS H, MARILINA, MATHEUS RAFFA, MONALISA, NATÁLIA, THIAGO N, THIAGO SILVA, VICTORIA, VITOR E WELLINGTON.


ORIENTAÇÕES PARA ATIVIDADES referentes ao SEGUNDO TRIMESTRE/2015

Segundo a circ. 020/2015 - Autorizações para a Exposição PICASSO e a MODERNIDADE ESPANHOLA -  dia 25 segunda-feira
Chegada na escola para chamada: às 12h
saída dos ônibus para o local: 12h40

LOCAL: Centro Cultural Banco do Brasil Rua Álvares Penteado, 112 centro SP
Retorno previsto na escola: 18h30

Por questões de direitos autorais não é permitido fotografar e filmar as obras e as salas expositivas. Também não é permitida a entrada com mochila, bem como portando objetos cortantes, perfurantes, alimentos e líquidos.
A climatização é 21 graus.

LEVAR LANCHE PARA COMER NO ÔNIBUS e uma sacolinha para armazenar o lixo. GRATA.
Professora Elci.


Folhas do caderno a partir da fl. 18:

fl 18: Colar o resumo de atividades recebido pela professora;
fl. 19: colar a OIA2 - Árvore Surrealista
fl 20 e 21 : Educação Ambiental - submeta desenvolvidos pelos grandes grupos e LOGOTIPO de cada grupo;
Fl. 22: OIA 3 parte 1= 2,0 pontos - Harmonia das cores
Fl. 23: Desenho de uma obra de obra já entregue - Pintura com material livre, mas buscar igualar ao máximo à produção das cores do original. - apresentar para visto até o final do mês de maio.
fl. 24: Composição mista: arte cubista Guernica e notícia atual da sociedade brasileira - uma crítica.
O aluno deverá compor sua obra na folha 24 do caderno, utilizando um ou mais elementos da obra Guernica de Picasso, acrescentando desenho ou colagem sobre uma notícia que aflige a sociedade brasileira em nossos dias. Apresentar até o final da segunda semana de junho. Valor máximo= 4,0 pontos.


Cada classe, em conjunto, deverá organizar-se para fazer a pintura /e ou acabamento (conforme as cores do original abaixo) do painel de 2,80m - Fachada de Alfredo Volpi para decoração da Festa Junina. Os alunos deverão entregar para a professora até 11 de junho.



FACHADA DE Alfredo VOLPI